Como minerar Ethereum, o 2º projeto mais importante no mundo cripto?

Aprender como minerar Ethereum é uma vontade frequente no universo das criptomoedas, após entendida – e até dominada – a mineração de Bitcoin.

Verdade seja dita, a mineração de criptomoedas é um assunto de interesse em alta, sendo você investidor ou não, e como você já sabe os meios para lucrar com outros criptoativos, nesse post queremos te ensinar de maneira fácil, prática e aplicável como funciona a mineração de Ethereum.

Quando caímos de paraquedas no mundo cripto é algo muito comum pensar que só existe o Bitcoin e que só ele importa. Depois de um tempo, descobrimos as infinitas possibilidades de projetos super interessantes e que podem, de fato, serem uma grande oportunidade. É o caso do Ethereum, por exemplo. Bora lá para algumas informações primordiais e um passo a passo detalhado dessa rede?

Começando pelo começo: o que é Ethereum?

Provavelmente você já saiba a resposta, mas vale lembrar. Ethereum nada mais é do que uma plataforma baseada na tecnologia blockchain que permite e possibilita a automatização de contratos e aplicativos descentralizados (DApps).

Ou seja, a Ethereum é um rede de softwares distribuída que permite a criação de aplicativos em base blockchain, e ainda que essa seja uma de suas características, a mais latentes delas é ainda a viabilização de criação da automatização de contratos.

Quando se lê “automatização de contrato” queremos destacar que a Ethereum foi a pioneira em implementar o contrato inteligente, permitindo transações de maneira extremamente confiável entre agentes que, não necessariamente, necessitam confiar uns nos outros. E o melhor: sem a mediação de um terceiro.

O White Paper do Ehtereum foi publicado em 2013, por Vitalik Buterin – que na verdade é co-fundador juntamente com Joseph Lubin, mas vale focar no Vitalik, pois ele leva a fama e a condução da plataforma.

Em termos simples: se é possível existir uma moeda digital descentralizada, por que não poderiam, também, existir outras coisas descentralizadas? Esse foi o pulo do gato de Vitalik, aos seus 17 anos, ao objetivar com o Ehrereum que nos tornemos menos dependentes da centralização de coisas.

A extração na plataforma é por meio de um algoritmo de “prova de trabalho” (proof of work, ou POW).

Abrindo um parenteses: o que são contratos inteligentes e blockchain?

Quando se pensa em contrato, pode ser que a ideia de um papel venha a sua cabeça. Bom, nesse caso, não é isso. Um contrato inteligente – ou smarts contracts –, no universo cripto, são linhas de códigos de programação armazenadas em blockchain e perfeitamente executáveis de maneira automática nos termos pré-determinados naquele código.

Basicamente, um contrato inteligente é executado conforme configurado por quem o desenvolveu.

Seguindo o raciocínio, blockchain pode ser definido como um livro-razão compartilhado e distribuído, onde transações são registradas e vinculadas de maneira absolutamente digital e criptografada por um protocolo de consenso. O que se registra em blockchain é, de certa forma, imutável.

Ok, mas como os contratos inteligentes funcionam na blockchain, e mais, qual a diferença para a Ethereum? Basicamente, essa automatização de contratos na rede blockchain simplifica um processo complexo que poderia envolver uma série de intermediários e fases – justamente pela falta de confiança – e passa essa responsabilidade para um sistema, uma rede de computadores que libera funções condizentes com o código pré-determinado do que é requerido.

Suponhamos que você deseja comprar um artigo atualizado e único (não plagiado) sobre o universo das criptomoedas. Deste modo, ao programar seu contrato inteligente esse padrão estará estabelecido, como por exemplo:

  • o valor a ser pago;
  • o número de páginas;
  • a comprovação da inexistência de plágio, ou seja, da exclusividade da produção.

Sendo essas condições atendidas, o próprio blockchain já atualiza automaticamente e conclui a transação. A rede Ehtereum foi quem primeiro implementou isso, e é por isso que mesmo após muito tempo de sua criação ela só tende a crescer.

Criação ou consumo de conteúdo de forma automatizada é o que se vê nesse protocolo construído em blockchain.

Se tiver interesse de entender mais a fundo os smart contracts, indicamos a leitura de nosso artigo “Contratos Inteligentes – Entenda o que são e quais seus benefícios“.

Como é a remuneração da rede blockchain Ethereum?

Bom, se existe uma rede, existe uma moeda. A Ether – ETH – é a criptomoeda utilizada nas transações dentro da plataforma Ethereum, e ela é fundamental a toda a rede.

Já sabemos que a mineração advém de poder computacional e um sistema de recompensas, e não funciona diferente com o Ethereum.

Mineração de Ethereum: como funciona?

A mineração é um investimento de tecnologia e energia elétrica para manter a rede ativa e ser remunerado com a criação de novas ETHs.

Bem mais acessível do que a mineração de Bitcoin, na Ehtereum a base do algoritmo de mineração é chamado de Et hash – a mesma coisa que citamos acima sobre a”prova de trabalho” (PoW) –, e é ele quem processa o blocos de dados que irão para o blockchain.

É importante entender a diferente entre PoW, PoS e PoC, então clique aqui antes de continuar, já que são formas diferentes de mineração.

Maior o hash, maior a capacidade de mineração do computador. E de maneira bem simples, lembre-se sempre: a mineração de criptomoeda nada mais é do que um processo de solução de problemas matemáticos complexos por meio de capacidade computacional.

Esse rede específica permite aos mineradores adicionar novos blocos a cada média de 15 segundos, e a recompensa disso é o recebimento de 2 ETH na rede para continuarem nesse ciclo de inserção de blocos e criação de tokens – mas o token apenas é criado após a resolução do enigma matemático e validação dele na cadeia.

Desse modo, o que fica claro é que os mineradores são, em verdade, peça-chave para a existência de criptomoedas, e para isso será necessário que você:

1. Tenha um hardware de mineração de Ethereum

O mandachuva da mineração eficiente é um CPU ou GPU potente, ou seja, você irá precisar de uma placa de vídeo especificamente voltada para atividades gráficas como jogos, softwares de edição de vídeo, modelagem tridimensional, etc

Os cálculos específicos exigidos para as soluções dos enigmas matemáticos serão feitos por essa placa de vídeo super potente – e cara – instalada no seu computador. As GPUS mais eficientes do mercado hoje em dia são:

  • Nvidia GTX 1070, com taxa de hash de 30 MH/s;
  • AMD RX 580 / 570, com taxa de hash de 29 MH/s / 27 MH/s;
  • Nvidia GTX 1080 Ti, com taxa de hash de 32 MH/s;
  • AMD RX 480, com taxa de 28 MH/s;
  • AMD RX 470, com taxa de hash de 29 MH/s.

2. Escolha um software de mineração

Escolhido em qual GPU investir, é chegada a hora de instalar o software de mineração. Muito provavelmente você os encontrará no site do fabricante da placa, ou nela mesmo.

É preciso, após, configurar o nó do software e conectá-lo à rede, e para isso será então necessário toda a blockchain da Ethereum – que é enorme, e só cresce. Existem algumas formas que usuários fazem isso:

3. Instale o Ethminer e execute-o

Seu nó está configurado, a rede está conectada e baixada, mas ainda assim falta um detalhe para iniciar a mineração: instalar o Ethminer para Windows, pois é ele quem executará o algorismo de hashing essencial para proteger a rede por meio da PoW – prova de trabalho.

Vale dar uma vasculhada no site oficial da Ethereum para tirar suas dúvidas e estudar os detalhes.

Uma vez configurado o nó, você estará conectado à rede e poderá iniciar a mineração implementando seus próprios smart contracts, aplicativos descentralizados e envio de transações.

Dica: Considere um pool de mineração no início

Para iniciantes é interessante unir-se a um pool de mineração , que nada mais é que umgrupo de mineradores combinando esforços – e poder computacional – para ter maiores chances de resolver os enigmas matemáticos e ganhar Ether.

Os lucros são divididos de acordo com o poder computacional que cada um contribuiu.

E então, vale a pena minerar Ethereum?

A resposta é uma só: com certeza é lucrativo – ainda – minerar Ethereum. Mas leva tempo, exige um GPU potente e uma taxa de hash elevada. Como citamos acima, o pool de mineração é uma opção amigável!

Fique ligado: existe uma atualização para 2022 – o Ethereum 2.0, que chega em 2022 e promete resolver problemas de escalabilidade e segurança da rede, bem como migrar do mecanismo de consenso de proof of work (PoW) para proof of stake (PoS), apostando no staking.

Para saber mais sobre o que vem por aí, fique ligado em nosso blog!

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Autor: andre.horta

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