Tudo sobre Bitcoin (BTC), história, o que é e como investir.

Nesse post iremos falar sobre como surgiu o Bitcoin, bem como, de onde veio a inspiração para a criação desta que é a mais famosa moeda virtual do mundo. Interessado em descobrir mais do assunto? A BitcoinToYou conta os detalhes na sequência!

O que é e como surgiu o Bitcoin?

Bitcoin é uma criptomoeda que surgiu em agosto 2008, logo após a publicação de um white paper no grupo de discussão The Cryptography Mailing. O documento assinado por uma pessoa ou mais pessoas sob o pseudônimo Satoshi Nakamoto, apresentou a proposta e o funcionamento da moeda virtual. Sobre Nakamoto, até hoje não se conhece a verdadeira identidade. A ideia inicial tinha aspirações muito similares aos projetos de criptomoedas percursores:

  • assinatura digital segura;
  • isenção de intermédio de terceiros;
  • prova-de-trabalho;
  • hashing das transações para formar uma cadeia de segurança e gerar autonomia.

A moeda é totalmente virtual e não é emitida ou controlada por nenhum Banco Central. Ela é produzida de forma descentralizada por milhares de computadores, mantidos por pessoas que “emprestam” a capacidade de suas CPU’s para criar bitcoins e registrar todas as transações feitas. Logo, quanto mais potente for a sua máquina, mais dinheiro você pode produzir.

Quer saber mais sobre as funcionalidades da criptomoeda? Acesse: O que é criptomoeda e como ela funciona no mercado financeiro

Para descrevermos esse sistema, é necessário fazer uma diferenciação entre o Bitcoin com ‘B’ maiúsculo, que se refere à rede monetária utilizada para a troca de valores, e o bitcoin com ‘b’ minúsculo, que é o ativo financeiro nativo da rede.

Do ponto de vista técnico, a categoria de software que o Bitcoin se encaixa é a de protocolo de comunicação. A internet é na prática um conjunto de protocolos que permitem a troca de dados através de uma rede global de computadores e periféricos.

Os protocolos base da internet são o TCP –Transfer Control Protocol– e IP –Internet Protocol–. Através deles, a comunicação fundamental pode ocorrer no que conhecemos hoje como internet, que é a abreviação de interconnected networks –redes interconectadas–.

Com o passar do tempo, novos protocolos foram adicionados à internet, como o Simple Mail Transfer Protocol (SMTP), que permite a transferência de emails. Apesar de existirem dezenas de provedores de email na internet, para que não haja atrito na comunicação, todos eles devem utilizar protocolos comuns.

Como resultado do desenvolvimento da internet, muitos programadores e criptógrafos imaginaram que seria possível a criação de um protocolo de moeda que funcionasse completamente dentro da rede mundial de computadores.

Após uma série de tentativas fracassadas, o Bitcoin finalmente conseguiu ser o primeiro protocolo a resolver o problema do gasto duplo de moedas de maneira completamente descentralizada. Afinal, o sistema bancário tradicional, que conhecemos há anos,  impede que um mesmo dinheiro seja gasto duas vezes, mas através de intermediários centralizados, como bancos e instituições do governo.

Por sua vez, o protocolo do Bitcoin cria consenso através de uma rede distribuída de nós e mineradores, que cooperam em prol do sistema de maneira voluntária graças aos seus incentivos econômicos.

Dessa maneira, o Bitcoin pode ser descrito como mais um protocolo nativo da internet, que tende a agregar mais valor à rede mundial de comunicações.

Já o bitcoin, token nativo da rede timechain –como dizia o próprio Nakamoto– pode ser descrito como uma moeda, um bem financeiro abstrato, semelhante ao ouro. Não obstante, o ativo é descrito por muitos como um ouro digital.

Sendo assim, o bitcoin é a verdadeira evolução do dinheiro que, ao longo da história, teve diferentes materiais e ativos que foram utilizados como meio de troca, e para a preservação de valor. Entre estes ativos estão conchas, pedras, metais, commodities, como sal e grãos e, finalmente, dinheiro baseado na confiança de instituições, que é o sistema que vivemos atualmente.

Por que surgiu o Bitcoin?

Segundo o documento assinado por Nakamoto, a moeda surgiu para suprir a necessidade de realizar transações monetárias peer-to-peer de forma segura, ou seja, operações de pessoa para pessoa. Tudo isso, sem precisar do intermédio de terceiros, no caso, bancos ou qualquer instituição financeira como operadoras de cartões de crédito, ou bancos virtuais.

Além disso, era preciso garantir que a moeda não perderia força se houvesse dois gastos partindo de uma só moeda, em caso de fraude. A solução para esse problema foi a implementação do mecanismo “prova de trabalho”, o qual registra a data e a hora de uma transação.

A incorporação desse conceito, unido ao fato de o Bitcoin ser a primeira criptomoeda descentralizada, ou seja, desvinculada de instituições financeiras, e com a criação do primeiro banco de dados de blockchain, tornou-a revolucionária no mercado de moedas digitais.

Como foi criado o Bitcoin? O histórico das moedas virtuais!

Outro aspecto conectado ao surgimento do Bitcoin, está ligado ao lançamento de outras moedas virtuais. Veja o que pode ter inspirado o enigmático Satoshi Nakamoto a criar o Bitcoin. Confira o histórico de criptomoedas que a BitcoinToYou preparou na sequência.

Nascimento do conceito e-Cash

Em 1982, o cientista da computação David Chaum, precursor das moedas digitais, propôs o conceito de e-Cash publicado no artigo: “Assinaturas cegas para pagamentos não rastreáveis”. A publicação detalhava uma nova forma de criptografia que permitia um sistema de pagamento automatizado, que segundo Chaum, terceiros não enxergavam informações da operação.

Em um momento que os veteranos do Bitcoin, Pieter Wuille, Erik Voorhees ou Peter Todd, ainda não eram nascidos, David Chaum havia projetado uma solução para realizar um sistema de pagamento anônimo para a Internet. Genial, não é mesmo?

Veja mais sobre o assunto nesta publicação: Bitcoin Cash: o que é? Capitalização, cotação e mais!

DigiCash, a criptomoeda de Chaum

Já em 1990, David Chaum tentou implantar a ideia que criaria um sistema de assinatura cega, o DigiCash. A empresa foi fundada em Amsterdã, na Holanda, projetada para ser uma moeda on-line segura e protegida, tal qual o Bitcoin.

A reputação de Chaum atraiu investidores de capital de risco, mas o produto não deu certo. No final dos anos 90, o DigiCash estava falido, de todas as formas, inspirou outras pessoas a criarem suas próprias moedas virtuais.

Hashcash

Em 1997, Adam Back inventou o hashcash, um sistema de prova de trabalho e bloqueio de spam – também conhecido como proof of work, bastante similar ao que o Bitcoin usa atualmente como algoritmo de mineração.

B-money

Em 1998, o engenheiro de computação, Wei Daí, publicou um estudo sobre o “b-money”, um sistema de caixa eletrônico com distribuição anônima. Neste artigo, Daí descreveu as propriedades básicas de todos os sistemas modernos de criptomoedas: grupo de pseudônimos digitais não rastreáveis para pagamentos com dinheiro sem ajuda externa, semelhante ao Bitcoin.

Ainda nesse ano, Nick Szabo criou o conceito “Bit Gold”, embora a publicação completa foi realizada apenas em 2005. A propriedade central do Bit Gold foi o truque criptográfico utilizado pelo Dr. Adam Back, em seu Hashcash “moeda anti-spam”.

A prova do trabalho representava o custo imperdoável que Szabo procurava, pois, exigia recursos do mundo real – poder computacional – para produzir essas provas. Apesar dos esforços, esses projetos não se efetivaram, porque ninguém havia conseguido resolver o problema do “gasto duplo” em uma mesma moeda.

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Bloco Gênesis

No dia 3 de janeiro de 2009 , o primeiro bloco de Bitcoin, conhecido como o Bloco Gênesis, foi extraído estreando a primeira interação do software doBitcoin. A primeira transação de Bitcoin ocorreu em 12 de janeiro, quando Nakamoto enviou 10 Bitcoins para o programador e desenvolvedor californiano, Hal Finney.

Em outubro, a primeira taxa de câmbio da criptomoeda foi publicada no website New Liberty Standard, sob o valor de US$1 para 1.309,03 BTC. Posteriormente, a segunda versão do software foi lançada por Nakamoto em dezembro.

Mas o que uma moeda precisa para ser eficiente?

Uma boa moeda deve possuir algumas características para que ela cumpra a sua função de preservar valor no tempo e no espaço, algumas delas são:

Divisibilidade – É importante que seja possível dividir a moeda facilmente para que se possa realizar pagamentos fracionários e trocos. O bitcoin é subdivisível até a 8º casa decimal, sendo 1 satoshi a sua menor unidade.

Portabilidade – É necessário que uma moeda seja fácil de se transportar para facilitar as trocas. Neste quesito, o bitcoin é a melhor moeda criada pela humanidade, visto que os satoshis podem ser transferidos instantaneamente a qualquer parte do mundo a um baixo custo através de redes de segunda camada, como a Lighting Network e Liquid.

Verificabilidade – É imprescindível que seja fácil identificar se uma moeda é verdadeira para se evitar fraudes e golpes. No caso do BTC, verificar se uma transação foi confirmada pela rede é muito simples, basta utilizar um explorador de blocos ou rodar o seu próprio full node.

Durabilidade – Uma boa moeda deve ser perene no tempo, ou seja, ela não pode estragar com facilidade. Como o bitcoin é um bem completamente digital construído sobre uma rede sólida, ele pode durar muitos milhões de anos, enquanto houver pessoas utilizando o protocolo.

Escassez – Para preservar valor no tempo, é necessário que o crescimento da oferta de novas moedas não seja muito grande, visto que isso está diretamente ligado ao processo de inflação. Nessa arena, o bitcoin é o primeiro ativo digital escasso do mundo. Irão existir no máximo 21 milhões de moedas na rede.

Não somente isto, mas o bitcoin é o primeiro ativo com liquidez global que possui oferta inelástica. Qualquer outro ativo financeiro, como ouro ou prata, podem ter suas ofertas infladas através da mineração dos metais.

Dessa forma, compreendemos que o bitcoin é talvez a melhor moeda criada pela humanidade devido às propriedades inerentes ao sistema construído por Nakamoto.

Primeira compra após o surgimento do Bitcoin

Já em 2010, com uma taxa de câmbio estabelecida, a primeira compra com Bitcoin foi realizada em 22 de maio. Laszlo Hanyecz, de Jacksonville, na Flórida, enviou, 10,000 BTC para o estudante britânico, Jeremy Sturdivant, que vivia em Londres, em troca de duas pizzas. Sturdivant, por sua vez, fez o pedido pela franquia Papa John’s e pediu para que fosse entregue na casa de Hanyecz.

Ainda que de maneira informal, foi assim que se deu a primeira compra com bitcoin, o que gerou um lucro de 16 dólares para o estudante britânico, pois o valor dos 10 mil btc recebidos valeram 41 dólares na época. Porém, ele pagou apenas 25 pelas duas pizzas. Desde então, o dia 22 de maio é comemorado como o Bitcoin Pizza Day.

Importância do bitcoin

A criptomoeda foi essencialmente a primeira rede monetária descentralizada do mundo, capaz de funcionar de maneira autônoma sem a necessidade de intermediários centralizados, e a sua criação está mudando aspectos fundamentais do que entendemos como dinheiro ou reservas de valor.

O potencial das suas aplicações são diversas, por exemplo, a criptomoeda é o melhor ativo de reserva já criado ou descoberto pela humanidade. No Padrão Ouro, um grande problema desse sistema é a impossibilidade de se aferir se o custodiante do metal precioso realmente possui as reservas que afirma ter.

No mesmo sentido, é difícil até mesmo para o custodiante aferir se as suas reservas não foram roubadas ou adulteradas com o tempo. Periodicamente, é necessário realizar testes para comprovar que a liga do metal não foi adulterada, algo que pode ser muito custoso para as partes envolvidas.

Por sua vez, como todos os movimentos do bitcoin são públicos e facilmente observáveis por um explorador de blocos ou full nodes, é absolutamente trivial descobrir se um emissor de ETFs, fundos ou exchanges realmente detém os ativos que afirmam manter em custódia.

Essa propriedade também torna o bitcoin o ativo ideal para ser um colateral em uma operação de crédito. Para conseguir um empréstimo, muitas vezes é necessário dar algum bem como garantia, que normalmente podem ser jóias, imóveis ou outros ativos. 

Porém, o criptoativo traz vantagens significativas para este tipo de operação financeira, isso por que é possível aferir se o responsável não simplesmente vendeu indevidamente o ativo com base em uma análise da blockchain. Ademais, soluções de carteiras com múltiplas assinaturas impede que alguma das partes prejudique a outra.

Além disso, o bitcoin possui vantagens em relação a imóveis para empréstimos colateralizados, pois o ativo tem liquidez global, podendo facilmente ser liquidado a qualquer momento. Vender uma casa pode ser algo demorado, caro e incerto.

As propriedades de resistência à censura do bitcoin também são de extrema importância para os direitos humanos, não à toa, a Fundação dos Direitos Humanos é uma grande doadora para o desenvolvimento da criptomoeda.

Em ditaduras fechadas e países em legalidade, o sistema financeiro é mais um braço de opressão e punição do governo. Neste ambiente, a qualquer momento os opositores podem ser silenciados e impedidos de movimentar fundos nas suas contas bancárias. A única solução para isso é uma rede monetária descentralizada.

Ademais, as propriedades de custódia do criptoativo tem se mostrado de extrema importância para situações de caos e conflito. Por exemplo, vimos nos últimos anos a saída em massa de populações no Afeganistão e Ucrânia devido aos conflitos locais. 

Neste ambiente de caos social, é comum que o sistema bancário pare de funcionar e que indivíduos sejam impedidos de sacar todo o seu dinheiro. De maneira semelhante, outros ativos, como imóveis, ações, títulos e bens financeiros tradicionais são normalmente abandonados devido a impossibilidade de utilizá-los em outras jurisdições.

O bitcoin pode facilmente ser utilizado em qualquer parte do mundo, visto que possui liquidez global. Somando a isso, a alta portabilidade do ativo digital faz com que seja possível evadir qualquer zona de conflito de maneira discreta, algo que seria muito mais difícil com ouro ou grandes quantidades de dinheiro.

Outro grande problema em todo mundo são as crises inflacionárias, que assolam diversos países, como Argentina e Venezuela. Uma inflação sistêmica tende a diminuir o poder de compra da população, a empobrecendo em detrimento dos gastos do estado.

Devido a sua limitação de 21 milhões de moedas, o bitcoin impede que a inflação corroa o poder de compra da moeda, visto que nenhum governo tem controle sobre a oferta monetária do criptoativo.

Porque vale a pena investir em Bitcoins?

Satoshi Nakamoto comentou em um dos seus e-mails públicos que, em 20 anos, ou o Bitcoin possuiria muito valor, ou não teria valor algum. Cerca de 13 anos após a sua criação, o criptoativo alcançou a impressionante marca de 1 trilhão de dólares americanos, cerca de 10% do valor total estimado do ouro.

A criptomoeda agora alcança os mercado globais, e a sua adoção se estende a centenas de milhões de indivíduos. As principais estimativas apontam que existem em torno de 100 a 300 milhões de pessoas que conservam uma exposição ao ativo digital ao redor do mundo. Hoje, o bitcoin já é maior que o real brasileio e o rublo russo.

Ademais, o BTC está também começando a ganhar adoção em larga escala entre os grandes players institucionais do mercado financeiro. Dois grandes exemplos são a MicroStrategy, a maior empresa de inteligência de negócios do mundo, que converteu todo o seu caixa em bitcoin, e a Tesla, a maior montadora de carros do planeta, que comprou o equivalente a 1,5 bilhão de dólares na criptomoeda primária para os cofres da companhia.

Grandes instituições financeiras e bancárias, como Fidelity, Morgan Stanley, Bank of América, Blackrock, BNY Mellon e muitas outras estão se integrando de diferentes formas ao cripto-mercado. Além disso, governos também estão começando a se aproximar do setor.

Um exemplo notório até o momento é certamente El Salvador, um pequeno país da América Latina, que estabeleceu o bitcoin como moeda legal, além de ter realizado diversas iniciativas para se integrar ao setor.

O site BitcoinTresuries apresenta uma lista das empresas, instituições, fundos, ETFs e governos que atualmente possuem bitcoin.

Neste sentido, a criptomoeda parece estar muito mais próxima de ter muito valor, como descreveu Satoshi, do que de não possuir valor algum. Esse efeito de rede e liquidez se retroalimenta, o que tende a trazer cada vez mais indivíduos, infraestrutura, capital, mentes, liquidez e segurança jurídica e regulatória. 

Caso a criptomoeda siga na sua jornada para se tornar o ativo financeiro dominante, o potencial de valorização pode ainda ser centenas de vezes maior em relação ao preço atual.

A alternativa ao bitcoin, o sistema financeiro tradicional, apesar de estar mais estabelecido, possuir mais liquidez e menor volatilidade, é garantia de perda, visto que governos estão constantemente criando moeda de maneira arbitrária.

Especialmente após 2008 e 2020, esse processo inflacionário se assentou em todo o mundo oriental e ocidental. Caso este processo continue no ritmo atual, veremos um empobrecimento em massa em larga escala das populações em todo o mundo. 

Como descreve Renato Amoedo, autor do livro Bitcoin Red Pill, o mercado de renda fixa se transformou em perda fixa, e o mercado de renda variável se tornou perda variável devido às políticas de juros reais negativos dos governos e Bancos Centrais.

Permanecer no sistema financeiro tradicional é garantia de perda para pessoas e instituições que não estão próximas ao governo.

Por sua vez, o bitcoin pode ser considerado um aposta no futuro, mas que certamente possui um alto grau de assimetria. Isto é, caso ele obtenha o seu sucesso esperado, certamente o seu retorno futuro será  exponencial.

Além disso, como descrito acima, possuir bitcoin pode ser também considerado como uma opção para casos de catástrofes sociais e econômicas. 

Diversas regiões em todo o mundo são consideradas zonas de potenciais conflitos, e como bem observamos na guerra entre Rússia e Ucrânia, a situação de toda uma população pode mudar radicalmente em poucos dias.

Como descreveu o bilionário mexicano Ricardo Salinas Pliego, dono do grupo Elecktra, o bitcoin pode ser considerado como um seguro contra catástrofes e caos local.

Assim como estoque de alimentos e remédios, bunkers subterrâneos, ouro físico e armamentos, o bitcoin também pode possuir um papel fundamental para prevenir indivíduos e famílias de cenários adversos graças às suas propriedades naturais.

Apesar da sua base de comunicação ser a rede mundial de computadores, é possível enviar transações de bitcoin, por exemplo, através de sinal de rádio, código morse ou qualquer outra maneira para se transferir informações. Até mesmo por uma ligação telefônica, é possível informar a quem quer que seja necessário a chave privada que dá acesso aos fundos em BTC, provando a resistência do sistema.

O Bitcoin em 2022

Logo após o halving do Bitcoin em maio de 2020, evento programado que reduz a emissão de bitcoins pela metade, o criptoativo se valorizou mais de 600% em pouco mais de 1 ano, atingindo um topo histórico acima dos 60 mil dólares por unidade.

Com a a forte correção ocorrida em abril de 2021, o mercado tem estado lateralizado desde então, tendo estabelecido um novo recorde de preço em 69 mil dólares em novembro do ano passado.

Os analistas ainda estão divergentes se esse atual ciclo de alta chegou ou não ao seu fim. O modelo Stock-to-Flow (S2F), muito utilizado para se precificar commodities com base na escassez, aponta que a criptomoeda está abaixo do seu valor justo de mercado, que seria acima dos US$100 mil dólares.

O Stock-to-Flow X, um modelo que corrige o S2F com base na inflação do dólar, coloca o preço do bitcoin acima dos 200 mil dólares americanos.

Precificar corretamente o ativo tem sido um desafio nos últimos anos devido a sua alta volatilidade. Mas de modo geral, alguns analistas, como o Plan B, estão confiantes de que devemos ver mais um ciclo de alta antes de uma correção mais profunda do mercado, visto que os fundamentos da rede seguem melhorando de maneira significativa, e o mercado está lateralizado a quase 1 ano.

Como comprar bitcoin?

O bitcoin pode ser facilmente adquirido na Bitcointoyou, a corretora de criptomoedas mais antiga e tradicional do Brasil, sendo fundada ainda em 2010.

Para se expor ao mercado, crie uma conta na correta, realize uma transferência bancária e faça a compra do da criptomoeda primária na plataforma. Você também pode acessar a Bitcointoyou através do nosso aplicativo móvel, disponível nas principais lojas de apps.

Aproveite também os benefícios do ecossistema da B2U, e fique de olho no nosso blog e redes sociais para aprender mais sobre o cripto-mercado, o setor que mais cresce no mundo.

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Autor: andre.horta

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