O uso de moedas digitais para a compra de imóveis ganha força

O uso de moedas digitais para a compra de imóveis ganha força

O uso de moedas digitais para a compra de imóveis ganha força

A compra de imóveis através de criptomoedas tem aumentado no Brasil. Algumas empreiteiras como a mineira Katz, a paulista Tecnisa e a paranaense Valor Real, já aceitam os bitcoins como pagamento.

Em 2014, a Tecnisa foi a primeira na transação de moedas digitais no Brasil, conforme o Diretor de marketing da empresa, Romeo Busarello. Porém, no início a empresa não vendeu nenhuma unidade, mesmo conseguindo ganhar visibilidade neste setor.

No fim de 2017, o mercado imobiliário começou a mudar, quando a moeda Bitcoin chegou a atingir a valorização de 1.751%, o que corresponde nos dias a 28 mil reais aproximadamente.

Com essa valorização, Busarello comenta que a empresa conseguiu vender 16 apartamentos em criptomoedas, sendo que as pessoas que conseguiram obter lucratividade com o Bitcoin, optassem por dar maior liquidez ao investimento.

A construtora Valor Real aderiu a forma de pagamento através de Bitcoins, desde setembro de 2017. Neste tempo a construtora conseguiu vender seis unidades dos empreendimentos, porém nenhum deles foram quitados integralmente em criptomoedas e sim apenas na forma de entrada, informa Antonio Lage, presidente-executivo da empresa.

Alexandre Lafer, coordenador do grupo de novos empreendedores do SECOVI-SP (Sindicato do Mercado Imobiliário) acredita no aumento da utilização da moeda digital nos próximos cinco anos, sendo que através dos Blockchains, a base da moeda digital proporciona maior agilidade e segurança em transações digitais.

Segundo Lafer, a proposta é digitalizar o ativo, ou seja o apartamento teria uma espécie de algorítimo digital inviolável, com que possa ser trancionado de maneira livre, tornando o mercado mais abrangente e ágil.

Quanto aos riscos do uso de moedas digitais, o economista-chefe de criptomoedas da XP Investimentos, avalia há possibilidade de desvalorização da moeda e não ser compensatório, e ressalta que apenas quem já possui criptoativos podem fazer a negociação direta com as construtoras.