Ações do Banco Inter: Descubra Agora Se Vale a Pena Investir

Ações Banco Inter

Ações do Banco Inter: Descubra Agora Se Vale a Pena Investir

O Banco Inter está listado no Nível 2 de Governança Corporativa da bolsa de valores B3 e é considerado uma fintech (financial+technology), porque vem inovando tecnologicamente os serviços do ramo financeiro. A empresa é o primeiro banco 100% digital do Brasil a ter ações na bolsa de valores. E o primeiro da América Latina a operar em nuvem.

A instituição oferece uma gama de dez diferentes produtos sendo eles: Crédito imobiliário, crédito consignado, crédito corporativo, seguros, investimento, câmbio, consorcio, cartão de crédito, marketplace e, obviamente, uma conta digital. 

São três os tipos de ações do Banco Inter disponibilizadas na bolsa, são elas:

1 – As BIDI3 (ON), são as ações ordinárias e, portanto dão direito a voto em Assembleia e em decisões da empresa.

Ações Banco Inter. Gráfico do histórico anual da ação BIDI3
Imagem capturada no website do Banco Inter: Histórico anual da ação BIDI3

2 – BIDI4 são ações preferenciais (PN). Essas, por sua vez, não dão direito ao voto. No entanto, os acionistas dessa modalidade têm preferência ao recebimento de dividendos e outros proventos, tal qual juros sobre capital. 

Ações Banco Inter. Gráfico do histórico anual da ação BIDI4
Imagem capturada no website do Banco Inter: Histórico anual da ação BIDI4

3 – Em fim, o Banco disponibiliza um terceiro tipo de ação, as units que são representadas pelo código BIDI11 na bolsa de valores. Essas possuem a peculiaridade de ser, não apenas uma, mas um pacote mesclado entre ações preferenciais e ordinárias. No caso do Banco Inter, esse pacote conta com uma ação ON e duas PNs. A terminação numérica ‘11’ é o que caracteriza as units que também têm como atributo receberem um certificado de depósito de ações de companhias estrangeiras.

Ações Banco Inter. Gráfico do histórico anual da ação BIDI11
Imagem capturada no website do Banco Inter: Histórico anual da ação BIDI11

Afinal, vale a pena investir em ações do Banco Inter?

Primeiramente, essa é uma questão que demanda a análise de vários fatores e não somente o valor das ações. É importante verificar o crescimento da empresa ao longo de sua existência, estabilidade, gestão, liquidez das ações e o próprio perfil do investidor. Por isso, antes de investir é crucial fazer um estudo da companhia e analisar o comportamento de crescimento. O nível de compromisso com os clientes também deve ser levado em conta.

Frente a essas informações eu o convido a conhecer mais a respeito dessa inovadora instituição financeira. Leia em seguida a história do Banco Inter e, logo em seguida um panorama do cenário atual da empresa.  

Ações do Banco inter: Veja como chegaram à bolsa de valores

1994 – Nessa época a empresa, que foi fundada em Belo Horizonte, MG, prestava serviços de financiamento imobiliário sob o nome de Intermedium e pertencia ao grupo econômico da MRV Engenharia S.A;

1999 – Nesse ano a companhia agregou aos seus negócios o serviço de Crédito para Empresas;

 2001 – Posteriormente, o Crédito Consignado foi incorporado à linha de produtos da então financeira;

2008 – A empresa cresceu e recebeu do Banco Central do Brasil a licença para trabalhar como banco múltiplo;

2015 – Esse ano marcou a história da companhia. Ela entrou para o varejo bancário com o diferencial de suas contas serem totalmente digitais e isentas de tarifas. Na plataforma o banco integrou todas as atividades financeiras que já prestava anteriormente;

2016 – O serviço de cambio foi incorporado ao rol de produtos e o aplicativo foi lançado. Parceria com a Mastercard foi firmada a fim de oferecer serviços de cartão múltiplo aos seus clientes. Ao final do ano, a empresa demonstrou um crescimento de 599% em comparação ao mesmo período de 2015. Já contava com 80 mil clientes digitais;

2017 – Com uma estrutura mais moderna o Banco reposicionou a marca e mudou seu nome para Banco Inter. Como resultado, fechou o ano com um acréscimo de 290 novos correntistas; 

Ações do Banco Inter são disponibilizadas para compra

2018 – O Banco entra para a história abrindo seu capital. Com isso, passa a ser, não apenas, o primeiro banco digital a fazer parte do mercado de ações na B3, bem como, a ser o primeiro da América Latina a operar em nuvem. Eles transferiram seus servidores para o Amazon Web Services, o que mais uma vez, elevou o número de correntistas chegando à marca de 1,4 milhão;

2019 – Nesse ano o Banco Inter se une à Wiz Soluções e entra para o ramo de venda de seguros. Mais tarde, em julho, realiza um follow-on na bolsa. Isso atraiu a atenção da empresa japonesa SoftBank que se tornou a segunda maior detentora das ações do Banco Inter que ficou com 15% dos papeis. O Banco é o grupo controlador, que conta com cerca de 30% das ações

Com a venda para os japoneses o Banco arrecadou 1,2 bilhão de reais o que tornou possível o investimento em seu SuperApp, que consiste na integração de um marketplace ao aplicativo do banco e permite aos usuários, além de acessarem os serviços financeiros oferecidos pelo Banco,  realizarem compras. A novidade oferece aos clientes a opção de fazer compras sem sair do aplicativo do Banco. E também conta com o diferencial do cashback, com o qual o Banco devolverá aos clientes 50% do valor de sua comissão por gerenciar a venda.

Panorama 2019 – 2020

Conforme o histórico visto acima, é possível constatar que, embora relativamente nova, a empresa galgou níveis elevados de crescimento, com mudanças acertadas e conquista de novos mercados. Isso gera confiança para quem quer investir em suas ações. Em contrapartida, como foi dito no início deste texto, outros fatores devem ser juntamente analisados antes de dar o primeiro passo rumo ao investimento. Veja abaixo o panorama atual da empresa.

Gestão

Em 2019 o Banco Inter enfrentou um contratempo com seu setor de seguro de automóveis. O número de clientes desse segmento cresceu mais do que o esperado e o corpo administrativo não conseguiu atender a todos. Veja abaixo como o CEO da empresa, João Vitor Menin, se posicionou a respeito do ocorrido durante um evento do ano passado realizado pela Google em São Paulo.

“Tivemos uma experiência com seguros de automóveis e o que aconteceu foi que não conseguimos dar uma resposta a tempo para os nossos clientes, em função da quantidade de solicitações. Foi uma avalanche e não estávamos preparados para isso. (…)Vimos que não basta ter a tecnologia e o cliente se não tiver experiência com o negócio.”

Outro caso que colocou em dúvida a qualidade da gestão da fintech aconteceu em abril de 2020 quando o Banco Central informou que 780 reclamações foram registradas contra a fintech com relação à integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade nos serviços de internet banking, cartão de crédito e débito.

A revista Exame publicou o caso. Em resposta, o Banco Inter, argumentou dizendo que tem investido numa nova plataforma de atendimento e em aumento das equipes de suporte ao cliente. Além disso, alegou um período atípico de reclamações em fevereiro e março devido ao processo de troca da processadora de cartões, “o que provocou inconsistências pontuais nas operações”, afirmou o Banco que se pronunciou à revista por e-mail.    

Lucro vs. clientes

Além de problemas operacionais o Banco Inter, publicou em seu relatório referente ao ano de 2019 uma redução de 7% de seu lucro liquido. Contudo, houve um aumento, considerável, de 180% do número de clientes tenha ocorrido, atingindo a marca de 4,1 milhões de correntistas. Já em abril de 2020, o Banco divulgou o relatório do primeiro trimestre. O documento indicou, igualmente ao relatório anterior, aumento no número de clientes, passando para 5 milhões, ou seja, um acréscimo de 890 mil novas contas.

Considerações finais

Desde que entrou para o mercado de ações e começou a ser mais ousado nos quesitos investimento e ampliação de negócios o Banco Inter vem apresentando erros e acertos. O que é aceitável para quem está iniciando algo novo. Porém, isso faz com que investidores mais conservadores e os big players fiquem pessimistas com relação à empresa. Eu explico.

Sobre o primeiro grupo, os conservadores, por ter essa característica, geralmente não confiam em empresas que fogem do modelo tradicional e se aventuram num mundo novo e, as vezes, desconhecido. Isso porque as chances de prever resultados ficam reduzidas frente a cada nova empreitada. No caso do Banco Inter, um dos motivos conferido a essa desconfiança pode ter vindo das falhas operacionais cometidas pelo Banco apresentadas nesse texto.  

Já para o grupo dos big players, o Banco Inter ainda não conseguiu provar que pode manter os lucros num nível estável e satisfatório para o patamar de suas ambições. Apesar de a empresa estar conquistado cada vez mais clientes. A isso, os big players atribuem, entre outros aspectos, ao fato de o Banco não cobrar dos correntistas as convencionais taxas de manutenção de contas. Uma prática exercida pelos bancos tradicionais e que acrescentam peso no montante da monetização.   

Otimistas        

Já sob o ponto de vista dos investidores mais arrojados eles acreditam que sim, é possível confiar e obter êxito investindo nas ações do Banco Inter. Isso é devido a empresa estar no caminho natural da evolução tecnológica. O Banco tem um formato totalmente digital e está em consonância com as tendências da chamada 4º Revolução Industrial ou Revolução 4.0. Esse fenômeno promete deixar para trás os antigos moldes bancários relacionados à estrutura física e cobrança de taxas.

O Banco Inter, além de inovar com contas 100% digitais, gratuitas e sem anuidade de cartão de crédito criaram o SuperApp com marketplace. O dispositivo é uma prática aplicada com sucesso na China à exemplo do WeChat.. O Banco também é mundialmente pioneiro no setor bancário por criar um superApp com o qual é possível fazer compras. Portanto investir nas ações do Banco Inter pode ser um bom negócio, principalmente se continuar na trilha da inovação.