Bancos lavaram mais de R$ 10 trilhões: as exchanges não são o problema

Bancos lavaram mais de R$ 10 trilhões: as exchanges não são o problema

Bancos lavaram mais de R$ 10 trilhões: as exchanges não são o problema

No último fim de semana, vazaram os dados bancários de diversas instituições bancárias.

O vazamento ficou conhecido como “FinCEN Leaks”. O episódio ganhou esse nome pois os documentos pertencem à FinCEN, órgão dos Estados Unidos que combate crimes financeiros.

Dentre as diversas informações relevantes, um fato chamou atenção. Cinco dos maiores bancos do mundo possibilitaram a lavagem de US$ 2 trilhões entre 2002 e 2017.

Trata-se de mais de R$ 10 trilhões. Enquanto isso, as instituições bancárias estão encerrando contas de exchanges, alegando que as mesmas facilitam a lavagem de dinheiro.

Exchanges Não São O Problema

Atualmente, as exchanges travam uma batalha no Conselho Administrativo de Defesa da Economia (CADE).

Um processo administrativo aberto no CADE está avaliando a conduta dos bancos de encerrarem as contas pertencentes às exchanges.

Mais precisamente, está sendo avaliado se tal ação é uma conduta anticoncorrencial.

O problema é que os bancos têm encerrado contas de exchanges afirmando que os cuidados para evitar lavagem de dinheiro não são tomados.

Entretanto, os grandes bancos aprovaram transações de: grupos terroristas, cartéis de tráfico de drogas e pessoas, e milícias.

Os bancos listados com as quantias mais altas ligadas a lavagem de dinheiro foram: Deutsche Bank, JPMorgan, Standard Chartered, Bank of New York Mellon e Barclays.

Além disso, nos ofícios respondidos ao CADE por exchanges, todas as que se manifestaram relataram as transações suspeitas aos reguladores brasileiros.

Ou seja, as exchanges estão fazendo seu papel de prevenir a lavagem de dinheiro ao ressaltar as transações suspeitas.

Criptomoedas Também Não São O Problema

É importante ressaltar que nenhum desses valores foi lavado em criptomoedas.

Os mais de R$ 10 trilhões foram lavados em moedas fiduciárias.

Desta forma, o discurso que criptomoedas e exchanges são ferramentas para lavagem de dinheiro parecem não fazer sentido.

Por fim, o processo continua em curso no CADE. Logo, o argumento de que exchanges não tomam cuidado com as práticas anti-lavagem de dinheiro pode se tornar inválido de uma vez por todas.