Por que é importante diversificar seus investimentos?

Por que é importante diversificar seus investimentos?

Diversificar os investimentos é fundamental para evitar perdas financeiras diante de uma queda acentuada de um ativo ou conjunto de ativos.

Quem investe na bolsa de valores ou até mesmo em criptomoedas sabe como a oscilação no preço de um ativo pode simplesmente minar praticamente todo o capital investido.

Há, no entanto, quem possua tanta aversão ao risco que evita sequer investir em ativos de renda variável. Entretanto, diante da Taxa Selic atual, a rentabilidade de fundos de renda fixa estão deixando a desejar. 

Mas, como fazer para conseguir extrair o máximo de rentabilidade minimizando o risco? Essa é uma pergunta que somente pode ser respondida por meio da diversificação de investimentos.

Primeiramente é preciso entender os tipos de investimento

Antes de nos aprofundarmos na diversificação dos ativos, precisamos falar um pouco sobre os tipos de investimento disponíveis no mercado financeiro.

Basicamente, existem dois tipos de investimento: renda fixa e renda variável. Os ativos de renda fixa possuem uma rentabilidade pré definida e um risco muito baixo. Nesse caso, podemos citar como exemplos:

  • CDB;
  • Caderneta de poupança;
  • LCI;
  • LCA;
  • Tesouro direto.

Esses ativos possuem uma rentabilidade muito próxima da Taxa Selic com um risco muito perto de zero. São títulos indicados para investidores conservadores.

Já os títulos de renda variável possuem um risco maior, mas por outro lado proporcionam uma rentabilidade maior para os investidores. Dentre os investimentos em renda variável, podemos citar:

  • Fundos de ações;
  • Fundos de investimento imobiliário;
  • Ações de empresas;
  • Criptomoedas.

Esses ativos como já dissemos possuem um risco maior para o investidor, e por essa razão é necessário uma diversificação nos investimentos.

Você está querendo começar a investir em criptomoedas? Então pare o que está fazendo e leia este artigo para saber como evitar e se proteger de golpes.

Diversificando investimentos entre renda fixa e renda variável

A primeira diversificação que um investidor precisa ter em mente é entre renda fixa e renda variável. Dessa forma, uma pessoa não pode ter todo o seu dinheiro aplicado em ativos de renda variável.

Portanto, se uma pessoa possui uma reserva de R$ 50 mil, ela precisa destinar uma parte para ativos de renda fixa. Isso fica a critério de cada um, sendo que a definição de quanto investir em renda fixa dependerá do perfil do investidor.

Considerando uma pessoa com perfil moderado de investimento, desses R$ 50 mil, ao menos R$ 20 mil deveriam estar em ativos de renda fixa. Pois, caso aconteça algum imprevisto será possível resgatar o dinheiro sem prejuízos.

Essa é a chamada reserva de emergência. Nesse caso, uma reserva de emergência é uma quantia que precisa estar disponível a qualquer momento para o investidor. Por isso, o ativo tem que ser de resgate automático.

Ativos de alta liquidez como o resgate automático geralmente possuem uma rentabilidade  muito baixa. Por isso, para quem é mais arrojado, o ideal é deixar somente o suficiente nesses fundos para um imprevisto realmente urgente.

Há também a possibilidade de se diversificar a quantia que é destinada para a renda fixa. Ou seja, o investidor pode aplicar um pouco no tesouro direto de longo prazo que possui uma rentabilidade maior, um pouco no CDB e um pouco em LCI e LCA.

Assim, apesar do baixo risco, é possível chegar em uma rentabilidade um pouco maior. Já o valor destinado para ativos de renda variável precisam ser tratados com uma atenção redobrada.

A diversificação de ativos de renda variável

Os ativos de renda variável se resumem em fundos de ações, fundos de investimento imobiliário, ações de empresas e criptomoedas.

Nesse caso, o investidor poderá tanto ganhar uma boa quantia de dinheiro quanto perder uma boa quantia também. Por isso, é fundamental diversificar os investimentos para minimizar o risco.

Para entender melhor, vamos citar um exemplo. Imagine que você tenha R$ 30 mil destinados a investir em renda variável. Você viu que no ano de 2019 o Magazine Luiza deu bons lucros e teve valorização de suas ações.

Então decidiu comprar R$ 30 mil em ações desta empresa. Contudo, em 2020 por conta do coronavírus, vamos considerar que a empresa tenha uma queda de 80% no seu lucro. O que acontecerá com suas ações? Vão se deteriorar.

Note que você irá perder um bom dinheiro. Agora, se ao invés de aplicar tudo em ações de uma única empresa, você tivesse comprado ações de 30 empresas diferentes, a chance de perder seria bem menor.

Mas, ainda assim, correria o risco de uma turbulência mundial colocar todo o mercado financeiro em queda. Nesse caso, só haveria uma maneira de se salvar: tendo uma parte do seu capital investido em criptomoedas.

Dessa forma, é preciso diversificar o formato do investimento variável também. Por exemplo, dos R$ 30 mil, aplicar R$ 10 mil em ações, R$ 10 mil em fundos imobiliários e R$ 10 mil em criptomoedas.

Além disso, dos R$ 10 mil em ações você poderia diversificar em 10 ou 20 empresas, dos R$ 10 mil em fundos imobiliários diversificar em 10 ou 20 fundos e dos R$ 10 mil em criptomoedas em 10 tipos de criptomoedas.

Note que dessa forma, o seu capital ficou muito bem distribuído e a chance de você enfrentar uma turbulência será muito menor.

Com menos risco você fica mais fortalecido na crise

Quanto maior for a diversificação dos seus investimentos, menor será o seu risco e consequentemente mais fortalecido você sairá da crise.

Vamos imaginar por exemplo que você tenha R$ 50 mil, e decida fazer a seguinte diversificação:

  • R$ 5 mil CDB de resgate automático;
  • R$ 5 mil Tesouro direto de longo prazo;
  • R$ 5 mil LCI;
  • R$ 5 mil LCA;
  • R$ 10 mil ações de 10 empresas diferentes;
  • R$ 5 mil Bitcoins;
  • R$ 5 mil Ethereum;
  • R$ 10 mil em 10 tipos de fundos imobiliários.

Note como neste caso, mesmo que um dos ativos vá mal, outros ativos irão segurar os seus investimentos. Certamente, você conseguirá evitar perdas e ainda assim buscar uma melhor rentabilidade sobre seu capital.

Portanto, uma das principais razões para você diversificar os seus investimentos é diminuir o risco da operação e sair mais fortalecido em momentos de crise. Gostou deste artigo? Deixe o seu comentário e compartilhe esta notícia com seus amigos nas redes sociais.