Giro econômico da Semana – Análise do Boletim Focus (22/03)

Giro econômico da Semana – Análise do Boletim Focus (22/03)

Na manhã desta segunda-feira (22/03), o Banco Central divulgou mais um Boletim Focus com expectativas econômicas para 2021.

Na comparação com o relatório da semana passada, a projeção dos indicadores nessa semana parecem ter melhorado um pouco, embora as projeções para a inflação continuem piorando.

O IPCA, que no último relatório Focus estava previsto para terminar o ano em 4,60%, subiu levemente e agora o mercado acredita que ele terminará em 4,71% em 2021.

Um dos fatores que está colaborando para a pressão inflacionária é a desvalorização do real frente ao dólar que chegou a bater R$ 5,88 no início deste mês.

Quer saber mais sobre as projeções do mercado? Confira a nossa análise do Boletim Focus publicado nesta segunda-feira, 22 de março de 2021.

Crescimento do PIB

A projeção para o crescimento do PIB manteve-se estável. Na semana passada ela estava em 3,23% e agora caiu levemente para 3,22%.

Há cinco semanas, o mercado previa um crescimento de 3,43% do PIB. Portanto, está ocorrendo uma diminuição da expectativa de crescimento, semana após semana.

O que pode justificar essa revisão da projeção para baixo é o atraso na vacinação do Covid-19 e o aumento no número de mortes que está tendo pelo país.

Inflação

Em relação à inflação, o cenário segue preocupante. Por isso, tanto as projeções para o IPCA quanto para o IGP-M, pioraram nesta semana.

No último relatório, o IPCA estava previsto em terminar o ano em 4,60%, e agora os analistas acreditam que ele fechará 2021 em 4,71%. Nesse ritmo, a preocupação é que a inflação oficial fique acima do teto da meta.

Já em relação ao IGP-M, a projeção piorou ainda mais. Na semana passada ela era de 11,02% e agora chegou em 11,89%. Um dos principais influenciadores para essa piora no IGP-M é a taxa de câmbio que continua piorando.

É importante entender que o IPCA e o IGP-M são índices com metodologia diferentes um do outro e por isso os valores entre eles divergem.

Pois, enquanto o IPCA considera nove categorias de produtos e serviços que refletem o hábito de consumo de 90% das famílias brasileiras, o IGP-M considera uma média aritmética de três índices:

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

Assim sendo, quando ocorre uma desvalorização do real, muitas commodities que são cotadas em dólar sobem, impactando o IGP-M diretamente.

Taxa de juros e Taxa de Câmbio

Novamente a Taxa Selic foi revista para cima nesta semana. Um dos fatores que fez a projeção aumentar foi a elevação de 2% para 2,75% que ela teve na última semana pelo Copom.

Agora o mercado segue acreditando que a Taxa Selic irá virar o ano de 2021 em 5%. Para o ano que vem as projeções também subiram de 5,5% para 6%.

Após algumas semanas de revisão para cima, a projeção para a taxa de câmbio se manteve inalterada nesta semana, em R$ 5,30.

Produção Industrial

Já a projeção para a produção industrial que já vinha melhorando pouco a pouco, cresceu nesta semana e agora o mercado acredita em uma alta de 5,10% do setor.

O que justifica o otimismo em relação ao setor é a possibilidade do auxílio emergencial começar a ser distribuído novamente a partir de abril. De certo modo, ele impulsiona o consumo e a indústria.

Os investimentos diretos previstos para 2021 subiram durante a semana, com previsão de terminarem o ano em US$ 55 bilhões.

Bitcoin e criptomoedas

Na semana passada falamos que o Bitcoin havia rompido a zona de resistência dos R$ 300 mil, e ele chegou a bater R$ 340 mil no início da semana, caindo na sequência.

Dessa forma, a criptomoeda ficou girando entre R$ 310 mil e R$ 340 mil, e por isso o momento segue favorável para manutenção com uma leve inclinação para compra.

Esse foi o nosso giro econômico da semana trazendo expectativas sobre investimentos e cenários futuros. Fique ligado que semana que vem tem mais.