Giro econômico da Semana – Análise do Boletim Focus (14/12)

Giro econômico da Semana – Análise do Boletim Focus (14/12)

Na manhã desta segunda-feira (14/12) o Banco Central divulgou o Boletim Focus da semana, e o que foi observado foi uma estabilização dos indicadores.

Até porque já estamos nos aproximando das últimas semanas do ano, e agora as projeções já estão bem mais próximas da realidade.

O índice IPCA continuou subindo, e saiu de 4,21% na última semana para 4,35% nessa. Sendo assim, é bem possível que a inflação vire o ano acima do centro da meta.

Já em relação ao PIB, a previsão segue estável. O rombo previsto, saiu, portanto, de -4,40% e foi para -4,41%. 

Para o próximo ano, o mercado continua acreditando que o crescimento do PIB brasileiro será de 3,50%. O mesmo valor previsto na semana anterior.

Quer saber mais? Confira a nossa análise do Boletim Focus publicado nesta segunda-feira, 14 de dezembro de 2020.

Crescimento do PIB

Nessa semana as projeções do PIB se mantiveram estáveis, saindo de -4,40% para -4,41%. O mesmo movimento pode ser observado nas projeções do PIB para o ano que vem. Ou seja, elas se mantiveram estáveis em 3,50%.

Pela expectativa do mercado, 2021 será um ano de recuperação econômica para a economia brasileira, embora o cenário ainda seja de incertezas.

Até porque, a vacinação do Covid-19 está apenas começando nos países europeus, e é preciso esperar um pouco para saber se a pandemia realmente será controlada.

Inflação

A inflação continua crescendo, e por isso deverá fechar acima do centro da meta. Na semana passada as projeções para o IPCA eram de 4,21%. Nesta semana elas ficaram em 4,35%.

Já para o próximo ano, o mercado está acreditando em uma inflação menor, e por isso as projeções para o IPCA no próximo ano são de 3,34%.

As projeções para o IGP-M se mantiveram estáveis pela primeira vez. Após várias revisões para cima, agora o mercado acredita que o índice deverá fechar o ano em 24,10%. Na semana passada as projeções eram de 24,09%.

Um dos motivos que faz o IGP-M estar tão alto, é a metodologia, pois enquanto o IPCA considera nove categorias de produtos e serviços que refletem o hábito de consumo de 90% das famílias brasileiras, o IGP-M considera uma média aritmética de três índices:

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

Assim sendo, por conta da desvalorização do real, muitas commodities que são cotadas em dólar aumentaram o preço, impactando o IGP-M diretamente.

O mesmo acontece com insumos importados, que acabam elevando o custo de produção mas não impactam tão diretamente no IPCA como um todo.

Taxa de juros e Taxa de Câmbio

Como a última reunião do Copom aconteceu na semana passada, houve o encerramento do período para a meta da Taxa Selic que irá fechar o ano em 2%. Para 2021, as projeções são de que a taxa básica de juros suba para 3%.

Em relação ao câmbio, as projeções melhoraram também, e agora o mercado acredita que em 2020 o dólar vire o ano cotado em R$ 5,20. 

Para 2021 a expectativa também melhorou, por isso as projeções para o câmbio no ano que vem saíram de R$ 5,10 para R$ 5,03. Para 2022 elas se mantiveram estáveis em R$ 5,00 e para 2023 em R$ 4,90.

Produção Industrial

Em relação à produção industrial, as projeções seguem estáveis. Na semana passada elas eram de -5,00% e nesta semana se mantiveram no mesmo patamar.

Em relação aos investimentos diretos feitos no país, a expectativa caiu um pouco. O mercado que vinha projetando US$ 43,15 bilhões de investimento reviu as projeções e agora acredita que eles serão de US$ 41,30.

Isso mostra que a economia mundial ainda segue bastante incerta e que o apetite por investimentos ainda é bem pequeno.

Bitcoin e criptomoedas

O Bitcoin que seguia crescendo nos últimos meses encontrou uma zona de resistência nos R$ 100 mil, e se manteve estável nesta semana.

Na última sexta-feira (04) a cotação do BTC estava em R$ 96.600 e nesta última sexta-feira (11) chegou a cair para R$ 91.480 se recuperando depois.

Portanto, para o cenário de curto prazo é possível que o Bitcoin fique oscilando entre R$ 85 mil a R$ 100 mil, até romper novamente essa zona de resistência.

Todavia, para o longo prazo a criptomoeda segue sendo uma boa aposta, ainda mais por conta dos halvings que ela possui.

Esse foi o nosso giro econômico da semana trazendo expectativas sobre investimentos e cenários futuros. Fique ligado que semana que vem tem mais.