Bitcoin 10 anos – A revolução que ainda está no início

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Bitcoin 10 anos – A revolução que ainda está no início

O dia 31 de outubro marca o início do bitcoin, a primeira criptomoeda do mundo. Há exatamente 10 anos, um usuário de internet chamado Satoshi Nakammoto publicou em um fórum de internautas sobre criptografia o whitepaper de como funcionaria uma moeda virtual, universal, decentralizada, aberta a todos os usuários e com bons índices de segurança para conter fraudes. Nascia aí uma tecnologia que está revolucionando as transações financeiras no mundo.

O bitcoin entrou em funcionamento apenas dois meses depois, em janeiro de 2019, com as primeiras transações sendo feitas por poucas pessoas. O programador californiano, especialista em criptografia, Hall Finney foi o primeiro destinatário de uma transferência de bitcoin realizada por Satoshi Nakamoto, levantando rumores, na época, de que eles seriam a mesma pessoa. Finney negou ser Nakamoto antes de morrer de uma doença degenerativa, em 2014, aos 58 anos.

Nick Szabo e 31 (ex-Microsoft) também foram outros criptógrafos que realizaram transações no início do bitcoin. Cada um deles já estava estudando uma forma de moeda digital desde o fim dos anos 1990, respectivamente o “b-gold” e o “b-money”. Ambos também buscavam uma maneira das pessoas fazerem transações envolvendo valores sem a necessidade de um governo central controlando tudo.

Por isso, os dois sistemas são considerados os precursores do bitcoin, o que aumentou ainda a suspeita de que Satoshi seria um pseudônimo utilizado por Finney, Szabo e Dai para manter a impessoalidade do bitcoin.

O que importa é que o bitcoin se tornou uma febre mundial. E os números impressionam. Nos primeiros meses, um dólar compraria 1.309 BTC. Hoje, para comprar a mesma quantidade da moeda, o investidor terá que desembolsar mais de US$ 8 milhões, com cada unidade girando em torno de US$ 6.300, acima dos R$ 23 mil.

No ano passado, o preço do bitcoin alcançou os US$ 19,5 mil, passando de R$ 70 mil, o que atraiu os olhos de investidores e do público em geral. No entanto, o valor do ativo caiu em 2018, e há alguns meses se estabilizou na faixa entre US$ 6.000 e US$ 7.000.

Apesar da queda neste ano, o valor ainda é bem superior ao de 2017, quando o bitcoin oscilava na faixa de US$ 1.000. É um ganho considerável em um curto espaço de tempo em comparação a outros mercados.

Atualmente, países como Japão, Alemanha, França, Canadá e, recentemente, até a China, bastante resistente no início, já reconhecem o bitcoin como uma forma de pagamento. Várias outras nações estudam a regulamentação das criptomoedas, que chegam a 1.200, segundo estimativas.

No Brasil, o número de pessoas que negociam bitcoins e outras criptomoedas é estimado em cerca de 5 milhões de pessoas, o que deixa o nosso país entre os maiores entusiastas do mercado de moedas virtuais. Há um projeto de regulamentação de criptomoedas parado desde 2015 no Congresso Nacional.

O futuro do bitcoin ninguém sabe ao certo. Mas a quantidade de países e empresas debruçados em formas de regulamentá-lo e no uso da sua tecnologia para diversas outras transações, não só monetárias, indica que podemos estrar presenciando uma verdadeira revolução no sistema financeiro mundial

Olhando a história recente, não dá para duvidar.