Perspectiva econômica – Análise do Boletim Focus (13/10)

Perspectiva econômica – Análise do Boletim Focus (13/10)

A economia do Brasil segue em recuperação, embora nas últimas semanas pudemos acompanhar uma desvalorização ainda maior do real frente ao dólar.

No mundo, a notícia da interrupção dos testes da vacina da Johnson&Johnson fizeram as bolsas despencar.

A decisão de interromper os testes aconteceu após um dos voluntários apresentar uma doença inexplicável.

No Brasil, a inflação ainda vem ganhando destaque nos noticiários. Portanto, a expectativa tanto do IPCA quanto do IGP-M aumentaram nesta semana.

Quer saber mais? Confira a nossa análise do Boletim Focus publicado nesta terça-feira, 13 de outubro.

Crescimento do PIB

As projeções de crescimento do PIB mantiveram-se estáveis na visão dos analistas de mercado.

Na semana passada, as projeções eram de um recuo de 5,02%. Nesta semana o recuo estimado foi de 5,03%.

Há quatro semanas atrás, a estimativa era de que o PIB fosse fechar o ano em -5,11%. 

Como é possível ver, o mercado segue cauteloso, porém otimista em relação ao crescimento do Brasil.

Para 2021 as projeções de crescimento de 3,5% se mantiveram, assim como o crescimento de 2,5% para o ano de 2022.

No entanto, ainda é cedo para saber como será o comportamento da economia nos próximos anos, visto o desconhecimento da evolução da pandemia.

Inflação

A inflação vem em constante alta nas últimas semanas. No mês de setembro o IPCA superou os 2%. Patamar que não era atingido desde abril.

Dessa forma, os analistas de mercado acreditam que o indicador deverá fechar o ano em 2,67%.

Contudo, conforme já falamos nos relatórios anteriores, essas projeções poderão continuar crescendo dependendo do comportamento do preço dos alimentos.

Há quatro semanas atrás, as projeções para o IPCA eram de 1,95%.

Já, o IGP-M que é a inflação medida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) também aumentou.

A expectativa é que o indicador feche o ano em 16,93%.

Na semana passada, as projeções eram de 16,59% e há quatro semanas eram de 15,03%.

Ambos os indicadores medem a inflação, embora utilizem metodologias diferentes para isso.

O IPCA considera nove categorias de produtos e serviços que refletem o hábito de consumo de 90% das famílias brasileiras.

Já o IGP-M é composto pela média aritmética de mais três índices:

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

Portanto, o ritmo de crescimento do IGP-M bem acima do IPCA nos últimos doze meses tem como principal explicação a sua correlação com o dólar.

Taxa de juros e Taxa de Câmbio

A Taxa Selic que foi mantida em 2% na última reunião do Copom continua sendo projetada para fechar o ano no mesmo patamar.

A expectativa, porém, é que em 2021 ela deverá aumentar para 2,50% e em 2022 para 4,50%, mostrando uma trajetória de crescimento no longo prazo.

Já o câmbio deverá fazer o caminho oposto. A expectativa é que o dólar vire 2020 cotado a R$ 5,30 e em 2021 seja cotado a R$ 5,10.

Houve, portanto, uma piora na expectativa da taxa de câmbio nesta última semana. A explicação é a desvalorização vista nos últimos dias.

Como a expectativa de queda do câmbio é pequena, o cenário continua favorável para investimentos em fundos internacionais e para exportação.

Produção Industrial

Já a projeção para a Produção Industrial melhorou nesta semana. Com o mercado acreditando em uma retração de 6,00% do setor.

Na semana passada, as projeções eram de queda de 6,30%. Portanto, houve uma leve melhora na expectativa.

Já em relação aos investimentos diretos feitos no país a expectativa piorou. Ela saiu de 51,26 bilhões de dólares na semana passada para 50 bilhões nesta semana.

Isso mostra que ainda há uma certa insegurança sobre o rumo da política monetária e fiscal dentro do país.

Bitcoin e criptomoedas

Enquanto a economia segue sobre incertezas, o Bitcoin iniciou a semana (13/10) com todos os indicadores apontando o momento para compra.

O destaque vai para os indicadores de média móveis.

No total de 17 indicadores, 15 apontam o momento para compra, enquanto 1 aponta para manutenção e 1 para venda.

A criptomoeda continua em uma trajetória ascendente. Em menos de cinco dias a sua valorização chegou a quase 6%.

Portanto, por se tratar da principal criptomoeda do mundo, é possível que o Bitcoin vai puxar junto a cotação das demais criptomoedas.

Mostrando assim que essa pode ser uma boa opção de investimentos neste momento.

Esse foi o nosso giro econômico da semana. Trazendo expectativas sobre investimentos e cenários futuros. Fique ligado que semana que vem tem mais.