Giro econômico da Semana – Análise do Boletim Focus (19/04)

Giro econômico da Semana – Análise do Boletim Focus (19/04)

Na manhã desta segunda-feira (19/04) o Banco Central divulgou mais um Boletim Focus com expectativas econômicas para 2021.

As projeções não continuam muito boas, com a projeção para a inflação e o câmbio subindo e para o PIB caindo.

O IPCA continuou crescendo levemente, e agora os especialistas do mercado acreditam que ele deverá fechar 2021 em 4,92%.

O câmbio também teve uma leve expectativa de alta, com o mercado acreditando que o dólar vire cotado em R$ 5,40.

Já o Bitcoin que na terça-feira (13) chegou a ser cotado em R$ 362 mil, despencou no final de semana. Os especialistas dividem opiniões sobre o motivo.

Quer saber mais sobre as projeções do mercado? Confira a nossa análise do Boletim Focus publicado nesta segunda-feira, 19 de abril de 2021.

Crescimento do PIB

A projeção para o crescimento do PIB piorou nesta semana, com o mercado acreditando que a economia brasileira irá crescer 3,04% neste ano.

Há quatro semanas, o mercado previa um crescimento de 3,22% do PIB. Portanto, está ocorrendo uma queda pequena e sistemática durante as semanas.

Vários fatores influenciam a piora nas projeções, no entanto, o atraso na vacinação e a falta de incentivo do governo na economia são os principais deles.

Inflação

Apesar do cenário parecer um pouco mais estável em relação aos  aumentos de preço, a expectativa para o IPCA continuou piorando levemente.

O indicador que era projetado para fechar o ano em 4,71% há 04 semanas, agora é previsto para fechar 2021 em 4,92%. Neste ritmo há uma grande chance da inflação fechar acima do teto da meta.

Já em relação ao IGP-M, a expectativa se manteve estável. Na semana passada ela era de 12,66% e continuou nessa projeção.

É importante entender que o IPCA e o IGP-M são índices com metodologia diferentes um do outro e por isso os valores entre eles divergem.

Pois, enquanto o IPCA considera nove categorias de produtos e serviços que refletem o hábito de consumo de 90% das famílias brasileiras, o IGP-M considera uma média aritmética de três índices:

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

Assim sendo, quando ocorre uma desvalorização do real, muitas commodities que são cotadas em dólar sobem, impactando o IGP-M diretamente.

Taxa de juros e Taxa de Câmbio

As projeções para a Taxa Selic que vinham subindo parecem ter normalizado. Agora o mercado acredita que a taxa básica de juros vai virar o ano em 5,25%.

Para 2022 a expectativa é que a Selic fique em 6% e para 2023 em 6,5%. Portanto dá para ver que há uma tendência de aumento nos juros futuros.

A projeção para a taxa de câmbio também segue piorando levemente, sendo que há 4 semanas ela estava prevista para terminar o ano em R$ 5,30 e agora a expectativa é que termine o ano em R$ 5,40.

Produção Industrial

A projeção para a produção industrial que vinha melhorando semana após semana despencou. Agora o mercado acredita que ela vai crescer 5,06% neste ano.

Na semana passada, a projeção para a produção industrial era de fechar o ano em 5,39%. Por isso, a queda veio mostrar uma certa cautela por parte dos analistas.

Os investimentos diretos previstos para 2021 se mantiveram estáveis durante a semana, com previsão de terminarem o ano em US$ 55 bilhões.

Bitcoin e criptomoedas

O Bitcoin continuou oscilando bastante durante a semana. A criptomoeda chegou a bater R$ 362 mil na terça-feira (13) e despencou na madrugada de sábado para domingo.

No entanto, logo na manhã do próprio domingo já recuperou força, e está sendo cotado na manhã desta segunda-feira (19) em R$ 316 mil.

Os motivos para o BTC ter despencado não estão claros, mas podem ter relação com o fato da Turquia ter banido os pagamentos com a criptomoeda. Por isso, o cenário é de manutenção.

Esse foi o nosso giro econômico da semana trazendo expectativas sobre investimentos e cenários futuros. Fique ligado que semana que vem tem mais.