Giro econômico da Semana – Análise do Boletim Focus (05/04)

Giro econômico da Semana – Análise do Boletim Focus (05/04)

Na manhã desta segunda-feira (05/04) o Banco Central divulgou mais um Boletim Focus com expectativas econômicas para 2021.

Nessa semana não houve grandes surpresas em relação aos indicadores, a não ser pelo IPCA que pela primeira vez se manteve estável em relação à semana anterior.

No entanto, o IGP-M que também mede a inflação continuou piorando e agora já é projetado em 12,63% para fechar o ano.

A projeção para o PIB que vinha piorando também parece ter se estabilizado, com o mercado acreditando em um crescimento de 3,17% neste ano.

Quer saber mais sobre as projeções do mercado? Confira a nossa análise do Boletim Focus publicado nesta segunda-feira, 05 de abril de 2021.

Crescimento do PIB

A projeção para o crescimento do PIB manteve-se estável. Na semana passada ela estava em 3,18% e agora caiu levemente para 3,17%.

Há quatro semanas, o mercado previa um crescimento de 3,26% do PIB. Dessa forma, dá para observar uma queda progressiva nas projeções.

São vários os fatores que podem justificar essa queda, mas o principal é o atraso observado na vacinação e a falta de incentivo do governo na economia.

Inflação

Em relação à inflação, o cenário que seguia preocupante parece ter se estabilizado. Pela primeira vez o IPCA se manteve estável em 4,81%.

Isso mostra que a inflação está perdendo um pouco de força, justificada pela queda no consumo das famílias que sem o auxílio emergencial estão com a renda mais curta.

Já em relação ao IGP-M, a projeção continuou piorando. Na semana passada ela era de 12,20% e agora chegou em 12,63%. O câmbio é um dos principais influenciadores para essa piora.

É importante entender que o IPCA e o IGP-M são índices com metodologia diferentes um do outro e por isso os valores entre eles divergem.

Pois, enquanto o IPCA considera nove categorias de produtos e serviços que refletem o hábito de consumo de 90% das famílias brasileiras, o IGP-M considera uma média aritmética de três índices:

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

Assim sendo, quando ocorre uma desvalorização do real, muitas commodities que são cotadas em dólar sobem, impactando o IGP-M diretamente.

Taxa de juros e Taxa de Câmbio

As projeções para a Taxa Selic que vinham subindo parecem ter se estabilizado, com o mercado acreditando que ela fechará o ano em 5%.

Para 2022 a expectativa é que a Selic fique em 6% e para 2023 em 6,5%. Portanto dá para ver que há uma tendência de aumento nos juros futuros.

A projeção para a taxa de câmbio também segue piorando levemente, sendo que há 4 semanas ela estava prevista para terminar o ano em R$ 5,13 e agora a expectativa é que termine o ano em R$ 5,35.

Produção Industrial

Já a projeção para a produção industrial que já vinha melhorando pouco a pouco, cresceu nesta semana e agora o mercado acredita em uma alta de 5,29%.

O que justifica o otimismo em relação ao setor é a possibilidade do auxílio emergencial começar a ser distribuído novamente a partir de abril. De certo modo, ele impulsiona o consumo e a indústria.

Os investimentos diretos previstos para 2021 se mantiveram estáveis durante a semana, com previsão de terminarem o ano em US$ 55 bilhões.

Bitcoin e criptomoedas

Na semana retrasada, falamos que o Bitcoin havia rompido a zona de resistência dos R$ 300 mil, e ele chegou a ultrapassar os R$ 340 mil caindo na sequência.

Dessa forma, a criptomoeda ficou girando entre R$ 330 mil e R$ 340 mil, e por isso o momento segue favorável para manutenção com uma leve inclinação para compra.

Esse foi o nosso giro econômico da semana trazendo expectativas sobre investimentos e cenários futuros. Fique ligado que semana que vem tem mais.