De acordo com estudo, o processo de mineração já consome mais energia do que 20 países europeus

De acordo com estudo, o processo de mineração já consome mais energia do que 20 países europeus

O processo de mineração das criptomoedas requer uma enorme demanda de computadores e gadgets eletrônicos, o que resulta em um uso elevado de energia. Para tentar reverter esse quadro, experts tentam aplicar soluções sustentáveis, como energia solar e eólica.

De acordo com Arvind Narayanan, cientista da computação da Universidade de Princenton, esse processo de minerar já consome 1% da energia mundial. Em termos comparativos, isso é maior do que o consumo de 20 países da Europa. Além disso, já libera mais CO2 à atmosfera do que o processo tradicional de extração de ouro.

Em previsões anteriores, era esperado que esse número fosse 0,5%, mas com o aumento investidores que apostam nesse ecossistema, a estimativa dobrou. Narayanan afirmou que esses dados variam de acordo com a cotação:

“Se o preço de uma criptomoeda subir, mais energia será usada na mineração; se cair, menos energia será usada. Pouco mais importa. Em particular, a crescente eficiência energética do hardware de mineração não tem praticamente nenhum impacto no consumo de energia”, relatou durante o Comitê de Energia e Recursos Naturais do Estado.

A pesquisa também mostra que, com alta infraestrutura computacional, há mais gastos com ventilação (para melhorar o processo) e troca excessiva de hardwares, aumentado os gastos com energia.

De acordo com a empresa britânica Power Compare, o consumo estimado de eletricidade atual da mineração de Bitcoin é de 29,05 TWh, o que equivale a 0,13% das necessidades globais de energia elétrica. Se o processo de mineração fosse um país, estaria na 61ª colocação do ranking mundial de consumo de energia. E esse número só tende a crescer.